domingo, 15 de março de 2009

ATÉ ONDE PODEMOS IR?


Creio que este texto seja mais sociológico que psicanalítico, mas há algo de convergência nas duas coisas.

Viver é uma das mais difíceis artes. Não é algo que se faz sem pensar. Cada pequena atitude nossa se reflete em uma gama imensa de conseqüências.

Vou falar sobre um monstro que muitos conhecem e que pode destruir mais que uma arma. Vou falar um tipo maldito e sua táticas.

Há um tipo de manipulador que se faz de coitado, de sofredor, de infeliz, de vítima.

Ele jamais é culpado de nada, muito pelo contrário, ele é a figura da bondade. Todos na cidade o conhecem, mas não sabem quem é a peste dentro de casa.

Se sai com a família é apenas sorrisos, gentilezas, mas dentro de casa é uma besta fera.

Ele arma as situações mais esdrúxulas para que as coisas saiam erradas, porque precisa culpar alguém. Não fica feliz jamais se não tiver reclamações a fazer.

Chega ao cúmulo de sugerir atitudes á família, para que quando esta atenda, ele negue que sugeriu e venha com um saco de impropérios.

Ele manipula tudo para poder ter o que reclamar, e adora gritar.

Adora ameaçar.

Ameaça sair de casa e deixar a família na miséria, alegando que é maltratado, mas se for paparicado reclama que não tem um minuto de sossego dentro de casa, aproveita a deixa e sai, sabe-se lá para onde.

Se a água do chuveiro está quente demais é culpa de alguém que “deve” ter mexido no chuveiro, logicamente a água não ficaria quente por nada... Se alguém fica doente é culpa da pessoa que “quer” gastar com médicos e remédios.

E enquanto isso ele pede à filha que vá lá fora debaixo de chuva pegar algo que ele deixou propositalmente, para um dia poder causar-lhe uma gripe.

Tem que ser fiscalizado vinte e quatro horas por dia, pois gosta de desaparecer com objetos de primeiríssima necessidade, para poder culpar alguém pelo desaparecimento daquilo.

Esbarra “acidentalmente” em um vaso de flores para culpar o gato, pois quando se descobre o dano ele está assistindo um filme, e nada viu.

Desaparece com correspondência importante que o filho está esperando de um emprego ao qual se candidatou, para depois poder chamá-lo de vagabundo, de inútil.

E não é só o homem que faz isso. Pode ser a mulher. Pode ser a mãe dela, a mãe dele. Pode ser qualquer um na casa.

É uma doença. Esta pessoa só fica feliz de fato quando consegue ver lágrimas nos olhos dos outros.

É aquela pessoa que come além do necessário, apenas para não sobrar para quem vai chegar mais tarde.

E sempre se precavendo para passar pelo cúmulo da bondade, um exemplo de ser humano.

É capaz de riscar o carro com uma pedra ou tesoura, para depois culpar a família toda. É capaz de esconder um artigo de primeira necessidade e colocá-lo no local mais impossível.

Estas atitudes são patológicas, claro, e são de manipulação, pois o ofendido é quem as arma, e geralmente é quem vai ser o prejudicado.

Sugere muito, se fazendo passar por bom. Passeios, viagens. No caso de um marido faz a mulher reservar hotel, reservar passagens, e depois desaparece com o dinheiro que estava guardadinho, culpando alguém, passando-se por vítima.

Agora não podemos mais ir! Mas eu acho o infeliz que fez isso!

E instiga a dúvida entre os moradores da casa.

Chega aos limites de sumir com trabalhos escolares prontos que os filhos deveriam entregar apenas para poder xingar, chamá-los de irresponsáveis.

Louco? Não. Ruindade patológica. A única forma que acha de ser feliz.

É impossível conviver com pessoas assim. Totalmente impossível. E geralmente são as que detem o poder econômico, de tal modo que os familiares agüentam por falta de opção.

Já vi isso tanto em mulheres como em maridos. Já vi isso em sogras e em filhos.

Não concordam com tratamentos psicológicos de ninguém, dizem que é frescura.

Então venho com uma pergunta: Até onde se pode agüentar? Até onde se deve ir?

Quando a situação chega a limites, alguém tenta até o suicídio, ainda acha quem culpar.

É muito difícil. Porisso tantas tragédias acontecem em família.

sexta-feira, 13 de março de 2009

JUVENTUDE DE NOSSOS DIAS


Tenho me deparado com um fenômeno que não existia há uns anos atrás.

Os jovens atuais acreditam que os pais são responsáveis por eles a vida inteira, e que lhes devem alguma coisa.

Não buscam progredir na vida, com muitas exceções, claro, e honrosas.

Mas há um grande número de jovens que só sabem querer. Eu quero, parece ser algo que eles tem direito. Deveres? Não, isso não.

E se estes direitos não são dados, são capazes de agredir, de bater nos pais, de matá-los.

Onde foi que erramos?

Erramos ao nos sentir culpados por não estarmos em casa como era no passado, quando as mães faziam bolinhos, engomavam camisas, se esfregavam no tanque.

Não devemos nos sentir culpados. O mundo mudou e eles acham que tem direito a passear nos shoppings, a ter dinheiro sem fazer nada por merecê-lo.

Querem que a vida, o sucesso lhes venha de mão beijada.

Não sabem o que é lutar por vencer na vida. E ao sinal do primeiro fracasso não tem o menor constrangimento em culpar os pais.

Isso quando fica em apenas culpar.

Quantos casos de filhos matando pais vemos?

Estamos criando monstros, e muito disso se deve a nossos complexos de não estar 24 horas por dia ao dispor deles.

Erramos, sim. Continuamos errando.

Vamos fazer nossa mea culpa e mudar este estado de coisas. Não vamos mais admitir que eles tenham tudo sem fazer nada para merecer.

Mesadas altas, viagens internacionais. Quem de nós teve isso? E não nos criamos decentemente?

Estamos compensando algo. Pode ser verdade. Algo que não podemos dar, nossa companhia, e eles indecentemente nos cobram, na forma de dinheiro, falta de educação, quando não de maus tratos.

É tempo de mudar. Acreditem. Um dia não estaremos mais aqui. Não somos eternos. E o que será feita desta geração despreparada para vencer na vida?

Para alguns casos não há mais solução, mas para aqueles em que ainda é possível, piquem seus corações em pedaços, chorem no escuro e tomem atitudes.

Ou estarão criando mendigos ou facínoras.

Vocês não querem que seus filhos vão parar nas ruas nem em cadeias.

Então tomem atitudes agora. Enquanto é tempo

Espero que tenham entendido o recado.

terça-feira, 10 de março de 2009

PSICOPATAS



O psicopata é um indivíduo que não tem a parte afetiva. Ele não sente como nós, amor, ódio, raiva, carinho.
Ele até finge bem que sente, e pode passar por uma pessoa absolutamente normal.Mas na verdade ele só se preocupa com ele. E nem sequer tem medo.
Ele tem volição, ou seja, o Eu quero.Mesmo o sexo para ele é puramente físico, é uma necessidade fisiológica, ele nunca sentirá amor.São ótimos para serem homens bomba ( lembram do filme O profissional, com Jean Reno?), para trabalhos de altíssimo risco, pois nem sequer tem instinto de sobrevivência.
Não há tratamento, pois em seu sistema psíquico faltam elementos, é como querer cortar as unhas da mão de quem não tem braços.
Há muitos psicopatas entre nós, e por alguma razão desconhecida alguns podem levar uma vida inteira sem matar ninguém, sem causar dano.
Outros podem matar sem razão alguma e jamais sentirão arrependimento ou problemas em relação a irem presos.Eles se casam porque todos fazem isso, nunca por amor. Podem ser excelentes profissionais, em todas as áreas pelo fato de não terem sentimentos que os atrapalhem de exercer suas funções.
São excelentes pilotos, soldados, militares, até médicos.Um exemplo muito comum deles é o narcisista, que finge sentimentos, mas na verdade nem sabem o que é isso. Nem deles mesmos eles gostam.É triste, e perigosíssímo.
Eu sempre recomendo como teste que se faça a pessoa passar por um momento de tensão, e ver a reação. Psicopatas não sabem a priori como reagir a certas situações, precisam de ter visto exemplos antes.
Então, em dúvida eu apareço com uma coisa que sei que é nova para ele e observo a reação. É tiro e queda.
E se for psicopata fico a anos luz dele.Espero ter clareado um pouco sobre o assunto, mas estou aberta a dúvidas.