domingo, 30 de novembro de 2008

PASCOALINA - VOCÊ PODE

Gorda, gorda, cheia de varizes, lenço amarrado nos cabelos sebosos.

Tal era a pessoa que sentou-se à minha frente, a imagem da derrota.

Pascoalina ( nome fictício) não tinha mais uma personalidade, um “eu”, era a dor completa sem esperança.

Mandada pela assistente social, preenchia uma das vagas do horário destinado àqueles que vinham após uma situação examinada pela vara de família.

Ela tirou um lenço de dentro de um bolso na saia amarrotada e deu uma longa fungada. E foi este o primeiro dia.

Trabalhamos juntas quase um ano. De menina pobre a mãe solteira, a casada com alguém que se achava o máximo da bondade por ter casado com uma “perdida”, cheia de filhos deste alguém, ela ainda era grata por ter onde esticar o corpo cansado ao final do dia. Era grata por ter comida. Mas não sabia que era gente.

Teve quase todas as doenças possíveis. Vivia com dor de cabeça, as varizes faziam as pernas doerem e segundo ela, queimarem igual fogo.

Mas quando Sua Excelência chegava em casa ela tinha que lavar-lhe os pés com água quente e sal, e servir-lhe jantar, ficando à sua volta, caso ele quisesse alguma coisa que não estava na mesa.

Ouvia calada os xingos que ele dava no filho dela, o que não era dele. E que ela sustentava com o pouco dinheiro que fazia vendendo Avon, para uma vendedora oficial, que lhe dava parte das comissões.

Ai dela se o rapazinho comesse a mesma comida dos filhos dele. E o rebenque pendurado atrás da porta não deixava dúvidas quanto a isso.

Tentou se matar duas vezes. Mas o máximo que conseguiu foi ser internada na segunda vez, e encaminhada para tratamento. Tinha acabado de sair do hospital psiquiátrico.

Ficamos, como disse, onze meses trabalhando na reconstrução dela. Foi um quebra cabeças. Mas foi alguma coisa que me deu prazer, me deu alegria. Até que um dia ela sumiu.

Tanto ela tinha feito transferência, como mesmo me controlando, eu fizera a contra transferência. E agora eu chegava a sonhar com ela.

Três anos se passaram. Não sei como ela me encontrou, afinal eu saí do emprego, mudei meu consultório de bairro.
Um dia abri a porta e ela estava lá.
Não a reconheci de imediato. Uma mulher que parecia ter a metade da idade, pernas bem torneadas, bem vestida, um ótimo corte de cabelo.

Mas arrisquei:

-- Pascoalina?

-- Ela veio me abraçar

Eu tinha um horário vago. Não ficou mais vago. Ela me deu um caderno. Comecei a ler enquanto ela ficava sentada á minha frente, e então eu chorei. Cada uma de nossas sessões estava escrita lá, com comentários. Era um diário dela. Tinha desenhos, e falava do que queria fazer.

E então ela me contou como aprendeu a não engolir sapos, a dizer Não, a sentir-se gente, a fazer valer a vontade dela. Fez cirurgia de varizes, acreditou em si mesma. Viu que havia alguma beleza debaixo daquele monte de banha que ela adicionava a si mesma como a proteger-se do mundo.

E tinha vindo para mostrar a nova Pascoalina. Estou falando sobre ela porque a reencontrei ontem, de novo, no Shopping, lugar onde ela nem se atreveria a passar perto. Bonita.Remoçada, comprando coisas para si mesma.


Fez um curso de estética facial, outro de cabelereira, criou coragem e montou em sociedade com as filhas gêmeas um salão. Deu-me um cartão, no dia em que me procurou.

Mas ontem eu tive que chorar mesmo, horas depois,sentada em uma lanchonete do Shopping, pensando nela. Que me importava que vissem? Uma pessoa estava salva, era o que importava. E o cartão, lindo. E comovente. Ela deu ao salão o meu nome.

Não falei muito aqui sobre técnicas, sobre terapia. Contei um caso. Real em tudo, menos no nome dela.

Não se pode voltar ao passado, isso é certo, mas sempre se pode fazer um recomeço.





sábado, 29 de novembro de 2008

CONFIDÊNCIAS


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Há alguns dias estou com isso na cabeça para escrever. Pensei em muitas abordagens, e ao final resolvi abrir o coração e dizer o que penso, sem muita linguagem rebuscada, sem entrar muito nas ligações que este assunto tem com a psicanálise.

Tem ligações, profundas, sim, mas não importa agora entrar em detalhes.

O que é essencial é passar a vocês não apenas o assunto em si, e deixar futuras ligações psicanalíticas para cada um resolver por si.

Há dias em que alguma coisa incomoda a gente. Uma palavra que nos aborreceu, uma atitude de alguém, marido ou mulher, filho, sogra, amigo, chefe, colega, vizinho, seja lá quem for, e quanto mais próximo a nós pior é.

Dá uma dor que dói de verdade, é física, dói no coração, nas entranhas. Uma injustiça, uma paga com o mal a quem sempre fizemos o bem, e aqui ficamos nós, tristes, com vontade de chorar, de espalhar ao mundo aquela dor que nos aflige, aquela coisa meio inexplicável.

Injustiças em geral, são as maiores causadoras de nossas necessidades de abrirmos o coração a alguém, de chorar, mas não de lágrimas, daquele choro que quer encontrar um eco.

Buscamos no fundo de nós uma explicação para o ocorrido, e só conseguimos encontrar a maldade. Aí pensamos em quantas vezes nos sacrificamos de fato para fazer alguém ter um momento bom, de algo que até deixamos de fazer, para ajudar alguém, e este alguém agora nos dá uma paga sem motivo, que fica magoando pior que pedra em sapato, pior que dor de dente, que nos tira o sono, que até nos leva às lágrimas se estamos sensíveis.

E não entendemos! Aí eu poderia explicar à luz da psicanálise, mas vou pular a parte técnica e ir direto aos desdobramentos da questão.

A maioria do povo pega o primeiro da reta e se abre com ele. Pode ser a faxineira, a manicure, o taxista, o colega de trabalho, aquele cara que toma um chop com você depois do trabalho, o seu barbeiro, o vizinho, alguém de sua família.

Você não aguenta mais segurar dentro de você. Quer dividir com alguém, para tornar a carga mais leve, para que este alguém diga:

Mas como falam isso? Que injustiça....E você vai ficar mais leve.

E o que vou dizer é que não. Não faça isso jamais! Em hipótese alguma. Se você tem religião, vá ao seu padre, pastor, rabino, pai de santo. Se abra com ele. Se quiser, conte ao seu travesseiro.

Chore. Chore muito, e depois vá dar uma volta numa praça, numa praia, num parque, fique em contato com a natureza.

Ou então marque uma consulta com um médico, qualquer especialidade. O segredo profissional dele manterá isso em sigilo.

Ou vá ao seu psicólogo, seu psicanalista. Não diga que quer um tratamento.

Quer contar uma coisa. E então pague, não vai sair caro, é uma vez só. E se abra. Fale tudo o que quiser, chore. E esqueça para sempre.

Sabe por que?

Toda confidência funciona como um boomerang. Se você contar a quem não tem compromisso com o sigilo, ou quem o conhece, amanhã isto será jogado na sua cara:

“Pois se até sua irmã diz isso de você!”

Não sei se fui clara.

Experimente falar algo que sua esposa disse de você, sua namorada, a alguém não especialista, e não demorará que esta pessoa, além de passar adiante, e quem conta um conto aumenta um ponto, esta coisa será jogada de volta:

“Mas quem diz é sua própria esposa!”

E aí doerá dobrado. E você começará a perder a confiança no mundo.

Aprenda a se calar. O silêncio é de ouro. Infelizmente só podemos nos abrir com estranhos, e mesmo estes, especialistas em ouvir e calar.

Jamais fale de suas dores a quem é muito próximo seu. Não fale de sua mãe à sua irmã. Não fale de seu marido a sua prima. Não fale que você se magoou com o que seu pai disse, nem à sua mãe.

São confidências que podem custar muito caro. Se conseguir guardá-las, tanto melhor. Não se esqueça que seu travesseiro ainda é seu melhor companheiro. Experimente chorar e esquecer. Mas não abra sua boca.

É fácil chegar na manicure e soltar o verbo. Mas não deve. É fácil falar ao amigo no bar. Mas é errado.

Marque uma hora, vá lá. Não é isso que vai deixá-lo mais rico ou pobre. Não precisa nem saber se o profissional é bom. E se não for conhecido seu melhor ainda.

Guarde as confidências. Elas não ajudam. São as piores armas que um dia serão usadas contra você. E sem que você possa se defender. Afinal você disse.

Fiquem em Paz.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

MANIPULAÇÃO


De repente você começa a sentir culpa sem ser culpado de nada. Começa a achar que carrega os erros do mundo. E demora a perceber porque.

Olhe bem à sua volta. Sabe a criatura mais inocente perto de você? Pode ser sua mãe. Pode ser seu filho. Seu marido ou sua esposa. Sua noiva.

O que vou falar aqui atinge pessoas de qualquer sexo, de qualquer idade, em qualquer lugar. É ser a vítima de um manipulador.

Não vou entrar em detalhes exaustivos explicando porque alguem se torna manipulador, mas posso garantir que é muito cedo na vida. Não acontece num momento da idade adulta. Não acontece como reação a um fato.

Nunca pense: Fulano se tornou manipulador em função disso.

Possivelmente o germe da manipulação já veio com o ego incipiente, do bebê.

Deixemos a gênese do processo para artigos destinados a especialistas. Aqui importa saber como fugir deste ser maquiavélico e de suas artimanhas.

Vamos ver exemplos. Um manipulador faz com que algo não dê certo, propositalmente, para poder culpar você o resto da vida. Não estou brincando. Se você não acordar será o resto da vida mesmo. Mas você jamais saberá que ele causou aquele algo não dar certo. Você terá causado.

O manipulador sempre se torna gentil, prestativo, age com você de tal modo que você ainda fica se sentindo como devedor de favores, mas o que ele está fazendo é com que você pense nele como uma pessoa fantástica, e em você como o vilão da história.

Ele ou ela vai conduzí-lo a tomar determinadas atitudes que não quer, e que ele ou ela naturalmente quer, mas fazendo você pensar que a idéia veio de você.

E sempre é algo que não combina muito com você. Uma coisa que você não queria fazer, falar com alguém palavras que não seriam o que você diria, mas ele vai fazer você pensar:

-- Ahhhhh, como não pensei nisso antes?

E logicamente você vai acreditar que veio de dentro de sua mente. Mas não foi.

O manipulador tem um jeito todo especial. Faz com que você sinta uma gratidão extrema. Você cortará relações com um bocado de gente, pois chegará à conclusão de que isto é o certo. Deixará de fazer o que queria fazer, porque gentilmente ele mostrará que isso ou aquilo funciona melhor. E como disse: sempre você pensará que a idéia partiu de você.

Há crianças que manipulam os pais, até mesmo se machucando, para que o pai ou a mãe seja o culpado e briguem entre si:

-- Afinal, você não estava tomando conta desta inocente criança?

E nisso a inocente criança é a vítima de pais tão incompetentes.

O ser diabólico vai fazer com que você acredite que é seu melhor amigo. Que não ganha nada, ao contrário, gasta tempo e paciência com você.

Talvez rejeite suas idéias, para mostrar que há outros caminhos, apenas para você ser insistente e querer ir por aquele caminho que em suma é o que ele queria, desde o começo.

Às vezes não é nem para se beneficiar. É uma atitude nojenta de vingança sórdida por algo que ele pensa que foi causado por você. Então conduzirá tudo, amavelmente para você se dar mal, muito mal, sem que ninguém lucre, a não ser ele mesmo, pelas risadas que dará longe de você.

O manipulador pode ser tão ruim, que não meça consequências. Se alguém morrer no processo, se alguém perder algo valioso, um emprego....nada conta.

O que conta é a satisfação dele de estar no controle. O pseudo poder que ele sente. E ele nunca deixa rastros de sua maldade. Isso porque jamais assume uma atitude. Será sempre você quem resolveu.

Ele poderá chegar para você em prantos, dizendo que sofre por ter que contar algo, mas que você deve observar isso ou aquilo....Planta sementes de dúvida. E você sabe bem como a dúvida funciona.

Ele vai dar a você todos os caminhos para que você tome as piores decisões. Mas não dirá jamais: * Faça isso *. Porque se o fizesse estaria assumindo, e ele não assume.

Um exemplo típico ocorre quando ele diz: * estava pensando....*

Mas não diz o que estava pensando....Até que você diga o que ele quer, e então ele dirá: * Não, não era bem isso, mas se é o que você quer...*

Ele estará “do seu lado” quando você desmanchar seu casamento de anos. Estará “do seu lado” quando você se demitir daquele emprego perfeito. Sempre estará do seu lado, e se em algum momento alguma situação for irreversível ele dirá, na última hora, quando não há mais jeito:

*Não faça isso*.....Mas dirá apenas tarde demais. Só que poderá depois falar: Puxa, eu avisei.

É o rei dos “eu avisei”. Mas os avisos são todos fora de hora.

Eventualmente pode até ajudar, com tempo, com dinheiro, com influência
, para poder cobrar depois. E nisso eles são mestres. Cobram pelo resto da vida.

São maquiavélicos também e principalmente. Sabem armar situações.

Daí, abram seus olhos. Cuidado com gente muito presente, sempre muito solícita. Não que não existam pessoas boas, mas quem não sai do seu pé....cuidado. Todo mundo tem uma vida para tomar conta e é no mínimo esquisito quem parece que tem todo o tempo do mundo para você.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

QUAL É O PREÇO?



Mais uma vez ela se viu debulhada em lágrimas. Outra grosseria. Outros palavrões. E de repente se deu conta que não era nem a primeira nem a vigésima vez.

Ele fez que não viu. Pudera, para ele aquilo já era o arroz com feijão, trivial simples.

E não é que a traísse. Achava-se até bom marido. Dava o dinheiro quase, quase todo a ela. Ficava com o dos cigarros e uma eventual cerveja.

Mas vivia dentro do mundo dele. Onde ela não tinha acesso.

De muito que nem lembrava o que era um abraço. Beijo? Que sabor tinha um beijo?

Tinham sido tantas as brigas que não viam motivos para brigar mais. Puro desgaste.

Nem tinham forças para romper com aquela situação tão confortável, de todos os dias iguais, numa sequência de verões sem férias, de anos inteiros entremeados de feriados e finais de semana sem graça.

Fazia tempo que ela não comprava um vestido novo. Para que? Não ía a lugar algum, e nem ele notaria.

Era o jogo na TV aos domingos, e eventualmente uma noite na semana. Ela nas novelas.

A vida perdendo o resto de sabor. Não ouvia mais nem o cantar dos pássaros.

Não adiantava puxar assunto, eles estavam em dimensões diferentes. Não haveria contato mesmo.

Ele pegava o jornal e lia até os pequenos anúncios.

Ela ficava na janela olhando um mundo que não lhe pertencia.

E ali estava de novo, na janela, tentando secar as lágrimas teimosas, com as costas das mãos.

As luzes da cidade vistas através das lágrimas viravam diamantes faiscantes.

E de repente um destes diamantes brilhou em sua imaginação.

Por que ainda estava ali?

Para que estava ali?

Com quem estava ali?

Esperou a noite passar, sem sono, trazendo uma madrugada que insistia em trazer ao céu algo de rosa.

Esperou ele sair.

Juntou algumas roupas numa sacola, juntou os documentos, o pouco de dinheiro que ainda tinha para as compras do mês, tomou um último café na cozinha, e bateu a porta, sem levar as chaves.

Na rua respirou fundo, ainda era cedo. Andou o dia todo. Reviu sua vida inteira. Depois pegou um ônibus que partia para qualquer lugar, decidida a recomeçar o que um dia ela pensara que era viver.

Estava envolta em sonhos, tão profundos, que quase não notou quando o vendedor de passagens lhe disse alguma coisa.

Aí acordou e perguntou:

Qual é o preço?

E pagou, não o preço de uma passagem. O preço da liberdade.


domingo, 9 de novembro de 2008

MAS COMO VOCÊ NÃO NOTOU ???



Existe uma historinha que se conta, e talvez seja verdade, que se você colocar um sapo em uma panela de água quente, ele pulará fora imediatamente.

Mas se você colocar o sapo na água fria, e for gradualmente aquecendo a água o sapo morrerá cozinhado, porque não notou que a água estava esquentando.

Assim é a vida.

Se fôssemos levados a uma situação ruim de uma forma abrupta, sem sombra de dúvida iríamos reagir e sair daquilo sem olhar para trás.

Mas quando a coisa é insidiosa, lenta, a cada dia um pouquinho mais, chega aquele dia em que você não sabe como começou. E pior, não sabe como sair do inferno.

Isso vale para uma escola, um casamento, um emprego, uma vizinhança e mais um sem número de situações.

Ocorre entre colegas, na família, em qualquer oportunidade que você releve uma coisinha. E daí, à semelhança do sapo, não nota mais que as “coisinhas” se tornam frequentes, diárias, e você, de repente pode acordar tarde demais. Está cozido.

Abra bem seus olhos. Faça um apanhado diário de como está indo sua vida. Em todos os sentidos. Casa, família, amigos, conhecidos, marido ou mulher, filhos, empregados ou empregadores, colegas, vizinhos, fornecedores, clientes.

E aquela amiga que pediu um dia um dinheirinho pequeno, estava faltando coisinha de reais e ela só viu quando as duas já estavam no caixa. Você não iria cobrar dois reais, iria? Ela deveria ter vindo e dito: Olha, desculpe, eu de fato não notei.

Mas não. E na semana seguinte ela perguntou se casualmente você tinha dez. E hoje? Quanto ela deve a você? E fala em pagar? Ou até já pediu a você para ser avalista dela em um empréstimo no banco?

E seu cônjuge? Onde foram parar aquelas gentilezas do tempo do começo do casamento? Nem vou descreveu a rota na qual elas se perderam, mas agora tudo virou obrigação.

E seus filhos? Marido e mulher hoje são empregados dos filhos. O verbo “querer” é o que eles mais sabem. E não adianta rebater com a negativa do verbo “poder”.

Eles lá querem saber se vocês podem? Isso interessa?

O vizinho viu que você vendeu o carro. Logo sua garagem ficou vazia. Ele pediu a vaga por três dias, só três....Não custa nada, não é? E fazem oito meses. Vai esperar o sorteio do consórcio? Podia ter alugado a vaga, então.

Onde está aquele dvd do filme que você nem chegou a ver? Quem o levou? Nem sabe mais? Melhor comprar outro. Ou foi aquele cunhado que faz videoteca às custas de bobos iguais a você?


Você já teve a curiosidade de se olhar atentamente no espelho do banheiro? Sim, do banheiro, com ótima iluminação. Sabe o que vai ver? A cara de uma pessoa muito idiota.

Não pretendo ser cruel, apenas alertar você para não ser o sapo cozido. Todo mundo pode virar canja de sapo. Os espertos estão por toda a parte.

Meu conselho? Compre um termômetro e verifique sempre se a temperatura da água anda subindo....

Juízo, povo, juízo!