
É bem difícil achar alguém totalmente desprovido de bloqueios. De onde eles vem, só Freud explica.
É o cara que dirige bem, e não passa no exame do Detran; tem aquele que fica mudo diante de um microfone.
Gente incapaz de vender água no deserto. E os bloqueios mais sérios.
Tem gente que se sabota. Esta situação é a mais problemática, porque esconde um desejo oculto de não fazer determinada coisa.
Todo bloqueio, como a palavra diz, significa que não conseguimos fazer uma determinada coisa, na hora exata em que temos que fazê-la.
Pessoas que são bem falantes, mas se tiverem uma platéia atenta, emudecem!
Homens que não conseguem ter uma relação sexual com a mulher que mais desejam, são exemplos, todos estes, de um tipo de fobia, o medo de fracassar na hora mais importante, e por isso de fato se sabotam, simplesmente deixam de fazer o que querem.
Uma solução é aprender a minimizar a importância do fato em si. Lógico é que se a coisa é muito séria, deve-se ir para a terapia e procurar a gênese do problema, mas para uma solução mais rápida, que tal pensar:
- Ora, se não funcionar, outras oportunidades virão.
É ruim, eu sei que é, comprar algo que não se desejava, por ser incapaz de dizer não ao vendedor, e aceitar algo diferente, na loja. Depois fica com aquilo na cabeça, por dias: Seria mais fácil se tivesse dito, não, obrigado....
Há bloqueios de todos os tipos, como a da mãe que não consegue dialogar com a filha, ou vice versa, do empregado que não tem coragem de sugerir ao chefe uma mudança numa norma de trabalho.
Há um quê de inferioridade nisso, de complexo, de medo de rejeição. E uma forma bem prática de resolver esta situação é tentar não ver a pessoa a quem se fala. Olhar sem ver. Ou olhar sem pensar quem está à sua frente.
Vai fazer exame de direção? O que vai acontecer se tomar bomba? Faz de novo!
Vai falar com o patrão? Pode levar um não, mas não vai ser despedido por isso. E se for? O mundo acaba?
No fim das contas, então, há medo enrustido nestes bloqueios. E medo de passar vergonha.
Aí vamos dissecando as situações, e acabamos por descobrir que em todos os bloqueios existe uma tremenda falta de amor próprio, uma desvalaorização do ego, uma baixa auto estima.
Isso pode ser trabalhado sozinho. Você, a menos que seja um caso muito sério, nem precisa de analista para resolver.
Pense em que ninguém é melhor que você. Pode ser, mas pense que não é.
Levante seus ombros, desercurve suas costas. A postura corporal fala muito alto. Se você já chega humilde, olhando para baixo, bom resultado não vai ter mesmo.
Treine muito. Como se estivesse se preparando para um concurso. Aprenda postura do corpo, aprenda a se sentar., verifique como anda. Analise criticamente a forma como fala, sua voz, a entonação dela. Veja se está correta, se não é agressiva, nem ao contrário, medrosa.
A vida é feita de atitudes. E nem todos sabem exatamente que atitude tomar em cada situação. Com o tempo e as experiências, aprenderão, mas para alguns é difícil.
E valorize cada sucesso que tiver pense nele, antes de uma nova prova. Se venceu uma vez, vencerá de novo.
Aprenda a aceitar boas críticas, e não as aceite quando forem sem sentido construtivo.
Não se sinta o pior dos piores, nem o melhor dos melhores. Apenas uma pessoa na média.
E principalmente, aprenda a rir de si mesmo. A pessoa capaz de rir de si mesma é capaz de tudo, é um vitorioso.



