quarta-feira, 29 de outubro de 2008

BLOQUEIOS, EU NÃO DOU CONTA!


É bem difícil achar alguém totalmente desprovido de bloqueios. De onde eles vem, só Freud explica.

É o cara que dirige bem, e não passa no exame do Detran; tem aquele que fica mudo diante de um microfone.

Gente incapaz de vender água no deserto. E os bloqueios mais sérios.

Tem gente que se sabota. Esta situação é a mais problemática, porque esconde um desejo oculto de não fazer determinada coisa.

Todo bloqueio, como a palavra diz, significa que não conseguimos fazer uma determinada coisa, na hora exata em que temos que fazê-la.

Pessoas que são bem falantes, mas se tiverem uma platéia atenta, emudecem!

Homens que não conseguem ter uma relação sexual com a mulher que mais desejam, são exemplos, todos estes, de um tipo de fobia, o medo de fracassar na hora mais importante, e por isso de fato se sabotam, simplesmente deixam de fazer o que querem.

Uma solução é aprender a minimizar a importância do fato em si. Lógico é que se a coisa é muito séria, deve-se ir para a terapia e procurar a gênese do problema, mas para uma solução mais rápida, que tal pensar:

- Ora, se não funcionar, outras oportunidades virão.

É ruim, eu sei que é, comprar algo que não se desejava, por ser incapaz de dizer não ao vendedor, e aceitar algo diferente, na loja. Depois fica com aquilo na cabeça, por dias: Seria mais fácil se tivesse dito, não, obrigado....

Há bloqueios de todos os tipos, como a da mãe que não consegue dialogar com a filha, ou vice versa, do empregado que não tem coragem de sugerir ao chefe uma mudança numa norma de trabalho.

Há um quê de inferioridade nisso, de complexo, de medo de rejeição. E uma forma bem prática de resolver esta situação é tentar não ver a pessoa a quem se fala. Olhar sem ver. Ou olhar sem pensar quem está à sua frente.

Vai fazer exame de direção? O que vai acontecer se tomar bomba? Faz de novo!

Vai falar com o patrão? Pode levar um não, mas não vai ser despedido por isso. E se for? O mundo acaba?

No fim das contas, então, há medo enrustido nestes bloqueios. E medo de passar vergonha.

Aí vamos dissecando as situações, e acabamos por descobrir que em todos os bloqueios existe uma tremenda falta de amor próprio, uma desvalaorização do ego, uma baixa auto estima.

Isso pode ser trabalhado sozinho. Você, a menos que seja um caso muito sério, nem precisa de analista para resolver.

Pense em que ninguém é melhor que você. Pode ser, mas pense que não é.

Levante seus ombros, desercurve suas costas. A postura corporal fala muito alto. Se você já chega humilde, olhando para baixo, bom resultado não vai ter mesmo.

Treine muito. Como se estivesse se preparando para um concurso. Aprenda postura do corpo, aprenda a se sentar., verifique como anda. Analise criticamente a forma como fala, sua voz, a entonação dela. Veja se está correta, se não é agressiva, nem ao contrário, medrosa.

A vida é feita de atitudes. E nem todos sabem exatamente que atitude tomar em cada situação. Com o tempo e as experiências, aprenderão, mas para alguns é difícil.

E valorize cada sucesso que tiver pense nele, antes de uma nova prova. Se venceu uma vez, vencerá de novo.

Aprenda a aceitar boas críticas, e não as aceite quando forem sem sentido construtivo.

Não se sinta o pior dos piores, nem o melhor dos melhores. Apenas uma pessoa na média.

E principalmente, aprenda a rir de si mesmo. A pessoa capaz de rir de si mesma é capaz de tudo, é um vitorioso.




segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Reflexões sobre Casamento e Divórcio





De repente tudo termina, seja num turbilhão de palavras ofensivas, seja com toda a educação em um restaurante de classe, seja numa conversa de fim de noite, seja em uma cartinha ou e-mail.


O lugar não importa. Muito menos se for com toda a finesse, ou no meio da maior baixaria. O caso é que acabou.


Onde ficam os momentos dos “eu te amo para sempre”, das noites de amor caliente, dos passeios românticos, das risadas de coisas bobas?


Não interessa. Se são os dois que querem, ou um, é a coisa mais absurda que conheço. Lógico que se um não quer é porque os dois não queriam mais.

Vou relatar um caso hipotético. Sejam Cíntia e Rodrigo. Novos. Elegantes, e apaixonados.


Mas cometeram um erro fatal. Cíntia mostrou a Rodrigo a mulher que ele queria ver. E Rodrigo fez Cíntia crer que aquele era o homem por quem ela sonhou.


Coisa mais boba. Poderiam estar felizes hoje, ou com outros, ou com eles mesmos, se houvessem sido honestos.


Casamento não se promove graças a mostrar ao outro quem não se é, mas ao contrário, sendo exatamente quem se é.




Se Cíntia soubesse que Rodrigo gostava de sair com os amigos todos os finais de semana, e ela aceitasse isso, seria diferente. Da mesma forma, se Rodrigo soubesse que Cíntia não queria ter filhos e houvesse conversado sobre isso, tudo dependeria de se entenderem.



Talvez chegassem à conclusão de que um não servia para o outro, e teriam poupado tempo, teriam se desgastado menos, teriam mantido os amigos.
Sem contar com os gastos financeiros envolvidos na festa do casamento, nos preparativos, na lua de mel cara.


Ou por outro lado, quem sabe Cíntia diria: Ora, que bom, vou usar as noites de sexta para as coisas das quais eu gosto e ele não. E ele diria: Realmente, ser pai não estava em meus planos.
Falta de sinceridade. Pura falta de sinceridade. Medo de ficarem sozinhos, porque a solidão apavora a muitos.


Durante um tempo é possível fingir. É possível fazer o outro pensar que se é aquele/a com quem se sonhou. Mas não para sempre.

E então, quando as verdades começam a pipocar, um acusa o outro, e o outro rebate, e é uma briga onde não há vencedores, só derrotados.
Um deles acusa o outro. Sente-se o traído na relação. Mas numa relação onde há dois não há traídos. Ambos estão errados.


A menos que tenha havido uma terceira pessoa ou quarta, envolvida nesta novela rocambolesca, o erro é sempre dos dois.

Casa-se sem muito conhecimento um do outro. Mente-se descaradamente para agradar o outro. E pensa-se que situações assim podem perdurar.

O ideal seria sempre : Eu sou assim, e se me quiser, aceite-me com meus defeitos.

Mas quem quer mostrar defeitos? Quem quer admitir que erra como qualquer mortal? Que age como todo ser humano?

Mal comparado me lembra de quando eu era menina, que achava que uma princesa não ía ao banheiro, não condizia com a condição de princesa se espremer em um vaso sanitário.

Então se casam, que lindo!

E dura até a primeira crise financeira, ou o primeiro palavrão, a primeira exigência sem cabimento.
Dura até que as mentiras apareçam. Até que o príncipe mostre que é sapo e a princesa apareça como sempre foi, uma farsa.


Alguns optam por continuar, cheios de rancores, palavras ditas com intuito de ferir mesmo.
Outros vão procurar os advogados.




E nossa Cíntia e nosso Rodrigo ficam solteiros de novo, aptos para fazer a mesmíssima bobagem outra vez, porque não tiraram nenhum aprendizado de sua relação fracassada. Um, duas, tres vezes....


Acham até que não nasceram para o casamento. Nasceram sim. O problema é que não aprenderam que sinceridade e honestidade são essenciais na relação a dois. Um dia talvez aprendam isso.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

SENTIDO DA VIDA


Muitas vezes me perguntam qual o sentido da vida. E para cada pessoa que perguntarem terão muitas respostas diferentes.


Uns dirão que a vida é uma dádiva, outros dirão que é um estágio para outra vida, e isso vai depender da religiosidade de cada um, de suas crenças.


Mas para que precisamos crenças se o mundo está aí? Se o cheiro das flores existe, acredite eu em algo ou não?

Para que preciso crença se o sorriso de uma criança é a coisa mais linda que existe?


Algumas vezes pessoas deprimidas dizem que a vida não tem sentido, que se nasce, cresce e morre, e daí?


Bom, esse "e daí" é que faz toda a diferença.


O sentido da vida é o sentido que você dá a ela, mais nada. Exatamente isso.


Você pode fazer de sua vida a coisa mais feliz do mundo, e pode fazer o inferno.


Bom, eu não acredito em inferno mesmo, exceto no que já existe por aqui, e graças a um monte de gente que não soube o que era dar um sentido à vida deles, que não fosse através da ganância e da cobiça.


Cabe a cada um de nós resolver o que quer da vida.


E nada dessa de dizer a famosa palavrinha "SE".


SE eu fosse rico eu, blá, blá....


SE eu fosse mais novo, tralalá...


SE Nada!


Você tem uma vida, conte apenas com isso. Não imagine os SE's. Quer ser alguma coisa? Já tentou? Se não tentou não venha com choradeira. Tentou? Não funcionou? Parta para outra.


Não existe sentido na vida a não ser o que você quer que ela seja. Quer que seja um eterno carnaval? Pois que seja, mas pague o preço disso. Tudo tem um preço, eu sempre digo.


Quer fazer de sua vida uma vidinha medíocre? Pois tenha. Quer que seja algo grandioso? Ouse, vá a luta. De graça nada chega às nossas mãos.


Temos tantos exemplos... Temos exemplos de pessoas felizes e infelizes, boas e más. Só mesmo você para definir quem você quer ser.


É possível ser feliz mesmo na pobreza. E é possível ser infeliz com muito dinheiro. Há exemplos de pessoas muito simples, felizes dentro de um barraco, e de gente infeliz em um palácio.


Tem uns que nada fazem pelos demais, são egoístas. Tem os que se dão integralmente. O que você quer?


Não estou pensando em recompensas futuras, sequer acredito nisso. Estou pensando em seu bem estar agora, neste momento.


O que faz você feliz? Um lugar de destaque na sociedade? Um emprego na mais alta posição? Um profissão reconhecida? Uma vida calma?


Há lugar para todos. A questão é aquela da música, "Quem sabe faz a hora, não espera acontecer..." porque nada acontece se você não se mexer.


Que outro sentido poderia ter? Filosoficamente, quer saber porque nascemos? No meu ponto de vista foi um acaso estatístico.


Vai haver alguma coisa depois? E se houver? Bom, não é? Pode ser ruim também....E pode não haver nada. Mas por que esperar o depois se você está vivendo o agora?


Este é o sentido da vida, o viver. Viver da forma que mais lhe agrada. Viver como imagina que gosta.


Ah, você queria ir morar em uma ilha paradisíaca? Já procurou saber os caminhos para se chegar a isso? Já tirou seu traseiro do sofá e começou a agir para chegar a seu sonho?


Ou você quer ser um político influente? O que já fez para isso?


Claro que ninguém pode querer ter nascido um príncipe, mas viver como tal depende de saber chegar lá.


Nem todo mundo tem dons artísticos, mas todo mundo tem algum dom. Você já procurou descobrir os seus?


O sentido da vida é um só. Buscar ser feliz. Procure sua felicidade onde quer que ela esteja. Quando encontrar saberá exatamente o que é o sentido da vida.