
A primeira parte é ótima: Como eu me vejo.
Já o resto? Como os outros me veem?
Como forma literária apenas, vou escrever este texto como uma resposta, não significando que estou apenas respondendo a ela.
Querida, se você ainda se preocupa com a forma como os outros a veem, ainda não aprendeu que no mundo só uma pessoa deveria ser importante para você, e é você mesma.
A auto estima de uma pessoa se mede pelo que ela pensa de si mesma. Aí vem também a segurança em sua própria forma de agir.
Quem ouve os outros é inseguro e tem auto estima baixa.
Não digo que um conselho na hora certa não tenha seu lugar, mas você sempre deve lembrar aquela velha lição: eu estou sempre em número um, e se me agrada, é desta forma que vai ser.
Para que saber como os outros a veem?
Bom, talvez seja apenas curiosidade. Então, eu posso esclarecer. Cada um vê segundo suas próprias idéias. Como não há duas pessoas iguais, uma atitude sua sempre será interpretada por pessoas diferentes de formas diferentes.
Inclusive por isso na psicanálise o psicanalista não diz: isso é isso. Ele diz: O que vc. pensa disso?
E o que a pessoa sente, o que ela pensa é que tem real valor. Se ela está satisfeita com sua forma de agir de ser, é tudo o que importa. Opinião de outros não conta, nem deveria mesmo.
Fisicamente você se vê de um jeito. Pois saiba que mais ninguém a vê assim. Mesmo que sejam fotos, cada um aprecia a foto segundo seus ideais de beleza, de estética. Uma foto que você acha que saiu muito bem pode ser uma foto que para outra pessoa não está tão boa assim.
Quanto à forma de agir, mais ainda. E isto tudo tem uma razão de ser, não é porque é.
A razão de ser decorre de sua experiência de vida, de suas vivências, do que uma palavra significa para você.
Uma determinada situação evoca em seus pensamentos idéias que não aparecem para outras pessoas.
Seu modo de ser, de agir, tem uma história de vida, e já não acontece igual para todos.
Claro que há coisas de senso comum. E há assuntos nos quais a minha opinião é uma, a dos outros difere.
Lembre-se de que a vida é sua, ninguém a vive por você, e a opinião que tenham a seu respeito, seja ela estética, ou sobre suas atitudes e formas de pensar não devem pesar em sua balança, nem um grama.
Temos todo o direito de colher opiniões, mas creio que segui-las já é outra história. Você segue opiniões técnicas, de um engenheiro, um advogado, um dentista. Mas nem as opiniões, se forem dadas, duvido, por um terapeuta, não devem ser seguidas.
Aliás terapeutas não podem dar opiniões. Vão conduzir você a elaborar suas próprias idéias.
Assim, minha amiga, a forma como você se vê é a que de fato interessa. Os outros, são apenas os outros. Se você se acha assim ou assado, é isso que está valendo. Se não estiver funcionando, procure o profissional adequado, mas nunca “os outros”.
Em geral temos uma boa idéia a nosso próprio respeito. A experiência da vida nos leva a isso. E devemos respeitar mais que tudo nossos sentimentos.
Pessoalmente, o que os outros pensam de mim e nada vale a mesma coisa. Os que gostam, gostam porque estou lhes dando algo. É duro, mas é verdade. Ninguém chega para um estranho e diz: Vou gostar de você. Isso não existe. Pode até simpatizar. Legal, mas eu preciso mais. Eu preciso me amar. E isso eu posso fazer por mim. O que não devo e não posso é deixar que idéias de estranhos, e todos exceto nós mesmos são estranhos, superem nosso modo de pensar, e dominem nossas atitudes.
Portanto, que diferença nos faz de que forma os outros nos veem? Importa, para nosso bem estar, nossa segurança, nossa auto estima, amor próprio, que gostemos de nós, do que somos, do que fazemos, como somos.
E o resto é só o resto.
















